segunda-feira, 17 de setembro de 2018



O planejamento
Durante o primeiro semestre de 2018, muitas aprendizagens  e novidades foram apresentadas para as cursistas do PEAD. Esse semestre o ponto alto foi à organização e a escrita solitária. Durante esse período nossa organização e planejamento foram de suma importância para a conclusão do mesmo. Planejamento esse, que só após as leituras dos textos indicados pelas interdisciplina de Didática do planejamento e Avaliação onde podemos resgatar os famosos Planos de Unidades, no qual nos questionávamos ao fazê-lo com a seguinte pergunta: “o aluno deverá ser capaz de” a partir de uma lista de conteúdos pré-estabelecidos pelas escolas desenvolvíamos todas atividades do ano nesse documento. O MUC era algo inovador, pois cada aluno possuía seu material e ele era único e intrasferível, os recursos eram giz, quadro no máximo slides em lâminas no Retroprojetor, com muita aula expositiva dialogada a conclusão de todo esse aparato era findando com a frase: “o aluno será considerado satisfatório se...”  para realizar as avaliações. Casualmente essa última pergunta foi refeita durante várias vezes em minha memória no atual momento, pois obtive total clareza de quanto tenho que melhorar minha escrita pois meus textos estão longe de ser bons, pois possuo muitas dificuldades para escrever; principalmente sobre pressão. Contudo me deparo ainda com dificuldades de expressar graficamente meus anseios, práticas e realizações.
Mesmo assim é de suma importância planejar, saber antes, escrever passo a passo o que se pretende executar. E para planejar, mesmo já lecionando a muito tempo na mesma escola é importante colocar embaixo do braço o PPP e os Planos de  Estudos da escola. Ao reanalisar o PPP da escola me chamou a atenção a visão da escola, pois nos encontramos na linha pedagógica sócio-interacionista, através de Piaget, Vygotsky, Wallon e seus seguidores o embasamento necessário para a nossa concepção de construção do conhecimento. A filosofia da nossa escola propõe formar alunos responsáveis, críticos, éticos  e autônomos a partir do fazer pedagógico de profissionais comprometidos com a construção do conhecimento e com a prática de valores. Esse comprometimento ocorre na medida em que identificado com a corrente pedagógica sócio-interacionista, precisa assumir o novo papel que lhe vale –“mediador” –adotando uma nova postura pedagógica, com uma metodologia adequada ao que propõe o nosso projeto de escola. Partindo da premissa de que “o aluno aprende qualquer conteúdo quando é capaz de atribuir-lhe significado”, mais do que modificar atividades, é preciso mudar a maneira de compreender e construir o processo de ensino / aprendizagem. A partir dessas considerações, a opção da Escola por uma proposta didática, que favoreça a ação do professor mediador e da Escola como um todo, o que nos possibilita diversos vieses para aquisição do conhecimento.
Isso tudo é muito bonito e até muito eficaz, porém, existe um tópico que em minha opinião é contraditório com isso tudo. Do 4º ano ao 9º ano a expressão dos resultados do desempenho do aluno é realizada trimestralmente através de média aritmética numa escala de 10 (dez) a 100 (cem). O aluno será considerado aprovado para a série seguinte se obtiver, na média final no mínimo nota 50 (cinquenta) em cada um dos componentes curriculares. São aplicadas por trimestres no mínimo três avaliações valendo 100 pontos cada. Dessas três, uma é obrigatoriamente ser prova. Ao final do período letivo, para fins de promoção é utilizada a menção A(Aprovado) ou R (Reprovado).
Outro ponto alto e contraditório do PPP é o Uso das Tecnologias de Informações e Comunicação. O Laboratório de Informática alicerçado a uma política de inovação e incentivo promovem o uso pedagógico de Tecnologias de Informática e Comunicações (TICs) no processo ensino - aprendizagem. De acordo com os princípios norteados do Projeto Uso das Tecnologias de informação e comunicação, o professor regente nesta função deverá estar atento e envolvido com o planejamento e as diretrizes curriculares de todas as áreas do conhecimento, para poder sugerir atividades pedagógicas, envolvendo o uso das tecnologias. Tudo absolutamente normal se não fosse o simples fato que, em outubro de 2015 teve um terrível temporal na qual devastou os bairros de Niterói, Guajuviras e Rio Branco em Canoas. Nossa escola localizado no último bairro destelhou por completo, estragando grande parte de acervos, jogos, livro, fotos e inclusive a perda total do Laboratório de Informática, desde então não possuímos computadores para nossos alunos manusearem, o laboratório foi desativado e só sobrou fios e um grande depósito de mofo. Nesse contexto disputamos entre 18 turmas e mais o Turno Integral (três turmas): duas Televisões, três projetores e uma sala de vídeo, montada ano passado. Mesmo assim, procuramos inserir as tecnologias ao meio.
Assim, busco o resgate em uma linha do tempo realizada na interdisciplina de Tecnologias. Seguindo a linha do tempo na nossa trajetória educacional achamos que foram fundamentais para nossa aprendizagem as tecnologias usadas que faziam parte da nossa rotina educacional começando pelo papel de escrever, quadro negro, caneta, giz de quadro negro, mimeografo fax, computador, impressora, internet, computador de mesa, televisão LCD e chegando á educação online onde estamos sozinhas em casa, mas ao mesmo tempo conectadas com todos compartilhando conhecimentos e saberes.
Atualmente a tecnologia comanda nossas vidas, tanto que quando se falta energia para mantê-las sentimos uma falta imensa. A tecnologia tem nos ajudado a ter maior gama de conhecimentos assim como tem aproximado pessoas no nosso caso para concluirmos uma faculdade coisa em que há alguns anos atrás nem pensávamos que hoje estaríamos utilizando. As tecnologias são excelentes aliadas, pois nos auxiliam nas pesquisas de exercícios para a preparação das aulas, também podem ser utilizadas como ferramenta em sala de aula. Para o mesmo é preciso que tecnologias e Inovações Pedagogicas andem juntas.
Inovações Pedagógicas são novos olhares sob a educação, que relacionam saberes com o ensinar e aprender, criam possibilidades de diálogo entre as teorias e a prática pedagógica interligando saberes científicos e saberes populares fundamentais para organização de políticas públicas. O PEAD é uma Inovação Pedagógica na qual fazemos parte como sujeitos atuantes, realizando diálogos constantes entre nossas teorias e nossa prática escolar, conhecendo e articulando entre elas, nos empoderando, para nos manifestarmos e pensar criticamente sobre o que nos é transmitido e nos constitui nesta troca de saberes em um conhecimento legitimado, no qual nos faz protagonistas na aprendizagem.
Contudo, realizarei meu estágio em minha escola de coração e atuação com o seguinte tema: Uso de sowfeters: Estratégias de intervenção pedagógicas e seus desafios. Este plano tem por propósito explicitar o Projeto Didático, isto é, o conjunto de atividades que organiza as ações educativas do período de estágio docente. O estágio será realizado em uma turma de 4º ano do Ensino Fundamental, da Escola Coronel Francisco Pinto Bandeira. O projeto foi elaborado a partir de um período de observações e práticas, a fim de perceber a dinâmica, um pouco do funcionamento da turma e seus interesses. Neste trabalho buscará propor atividades significativas e vinculada a um tema que foi escolhido por ser socialmente importante, como também de interesse dos alunos: a multiplicação dentro das tecnologias, a cocriação dos alunos, a identidade de cada e o os cuidados que cada um tem consigo mesmo e com o outro serão pontos a serem analisados e discutidos durante todo o processo de estágio. Vislumbro, com esse projeto, fazer com que meus alunos consigam compreender o processo da multiplicação, como ela se dá, que percebam que essa operação é a inversa da divisão e a importância da multiplicação na vida e nas atividades rotineiras do dia – a - dia.
Assim, será exposta aos alunos a proposta e colocado à disposição dos alunos um notebook no final da sala, pois além das atividades e jogos pré-programados para realizar com a turma, os mesmos poderão fazer pesquisas e até retirar as dúvidas que surgirão ao decorrer das atividades. Para que possamos ter comunicação com o mundo à internet será disponibilizada através de um dispositivo móvel. Além de todas as pesquisas os alunos terão suas pastas na área de trabalho do computador, onde cada aluno terá seus arquivos e suas construções, afinal a multiplicação será exemplificada através do jogo MINACRAFT, onde cada grupo criará seu mundo e nele serão feitos desafios e questionamentos visando à multiplicação e divisão.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018



A observação
    Escola Coronel Francisco Pinto Bandeira,  4° ano B. Uma turma composta de 29 alunos onde há 18 meninos e 11 meninas uma turma bem homogénea,  onde há alguns casos bem pontuais de dificuldades de aprendizagens.  Esses alunos frequentama Sala de Recursos e o Turno Integral para auxiliar nas dificuldades dos alunos.  
    Essa observação foi realizada na aula da professora Andréa Metzen, regente dois da turma. A professora possui 18 anos de experiência na área da educação é formada em pedagogia das series iniciais na UFRGS e pós em supervisão escolar onde atua na parte da tarde como assistente financeiro em uma escola do Estado.





segunda-feira, 3 de setembro de 2018



Estamos na reta final do nosso curso, chegando à linha de chegada. Assim toda a caminhada até aqui servirá como bagagem para trilhar essa nova etapa que é o estágio obrigatório. Nosso estágio tem como finalidade aplicar novos conhecimentos adquiridos durante o curso, nos desacomodando de nossas práticas habituais de dia – a – dia em sala de aula.
Meu estágio será realizado em minha própria turma de 4º ano , onde sou a regente desde o inicio do ano letivo. Atualmente sou concursada 40h na Prefeitura de Canoas, onde nesse ano possuo essa turma de 4º ano, com 29 alunos, em uma turma bem homogênea, porém com alguns casos bem pontuais de dificuldades de aprendizagem e no turno inverso realizo projetos com as turmas de 2º ano.
Embora lecione a mais de 12 anos e já realizei estágio no magistério pelo Dom Diogo de Souza, sempre é diferente, cada turma é uma turma e cada ano é diferente. Mesmo com todos os desafios sou uma apaixonada pela profissão. Após   a conclusão do curso trabalhei na Educação infantil durante 4 anos, onde aprendi na prática o quanto é importante ensinar brincando, e como deve ser prazeroso para ambos ( professor X aluno) a aprendizagem. Todas essas vivencias tornaram – se experiências.
     “Quando imaginamos uma sala de aula em um  processo interativo, estamos acreditando que todos terão possibilidade de falar, levantar suas  hipóteses e nas negociações chegar a conclusões que ajudem o aluno a se perceber parte de um processo dinâmico de construção.”  
                                                                                                                           Vygotski  
O primeiro passo de qualquer prática educativa é a observação, mesmo a turma sendo minha, parar e observa- los como trabalham com os outros professores, como é a postura diante das diferentes situações, como realizam as atividades propostas, acabam contribuindo para que minhas aulas sejam de outra forma. Além disso, colocamos em prática todos os conhecimentos adquiridos nas interdisciplinas durante o curso.
Nesse caso me remete as leituras realizadas sobre “VER” e “OLHAR”. O olhar, remete à atividade e às virtudes do sujeito, perscruta e investiga, indaga a partir e para além do visto e parece sempre originar-se da necessidade de “ver de novo” (ou ver o novo), como intento de “olhar bem”, sempre direcionado e atento, tenso e alerta. O ver, já é uma discrição e passividade, denota um olho dócil, quase desatento que parece deslizar sobre as coisas, as espelha e registra, reflete e grava, conota ingenuidade no vidente, evoca espontaneidade, sugerindo contração ou rarefação da subjetividade...
A observação é um recurso utilizado em muitas pesquisas na área de educação. Existem modos diferentes de realizar observações, conforme a sistematicidade envolvida no ato de observar e principalmente no lugar que o observador ocupa na realização de sua observação.
* Observação simples ou descritiva: ocupa-se na descrição dos elementos presentes na cena observada. O observador conta sobre o que observou, descrevendo o que está presente, por exemplo, o mobiliário, as pessoas, etc. Esse tipo de observação aproxima-se do que trabalhamos com a ideia de "ver". É um momento preliminar do processo de observação, no qual aprendemos a afinar nossa visão para os elementos presentes ao nosso redor. Na descrição nos detemos aos elementos presentes e não incluímos reações pessoais do observador, ou seja, descrevemos o que vemos, não o que sentimos ou pensamos ao realizar a observação.
 No caso minha observação é descritiva canaliza diversos pré – conceitos que tinha de meus alunos e me auxiliam a entender um pouco o como se dá o processo de aprendizagem do que eles precisam verdadeiramente.


Referências:
VYGOTSKY, L. Pensamento e linguagem. SP, Martins Fontes, 1988.
CARDOSO, Sérgio. O olhar viajante (do etnólogo). In: NOVAES, Adauto (et al). O olhar. São Paulo: Companhia das Letras, 1988, p. 347-351.


segunda-feira, 20 de agosto de 2018



Então chegamos ao final do curso, realmente passou muito rápido.
Ainda ontem cursava o curso de Pedagogia na UNIASSELVI, quando a querida colega Andreia Almeida, me falara do curso na UFRGS que era exclusivo para professores e o melhor não precisaria pagar.
Entrar na UFRGS foi uma realização pessoal, realizei três vezes o vestibular, no último consegui passar, mas infelizmente dar conta desse desafio não é uma tarefa muito simples, principalmente quando se tem filho, casa, marido, deixar de trabalhar não é uma alternativa por isso uma escolha foi feita. Nesse caso, escolhi a família até porque o filho era pequeno. Pouco tempo depois percebo o quanto era importante eu ter me sacrificado um pouco e ter concluído a graduação, por essa razão ingresse na UNIASSELVI à distância, evidente que era muito mais fácil dar conta. Felizmente quando se tem um sonho e você o quer muito, o universo conspira para que aconteça  então aqui estou na tão famosa UFRGS, chorei ao entrar no Campus do Vale, de tanta emoção foi muito emocionante, pois me remeti ao passado em tudo que havia passado e hoje estou aqui.
Durante os semestres, muitas coisas foram aprendidas umas mais significativas que nos identificamos mais, outras nem tanto, mas sempre aprender é o que vale. Falando em aprendizagem, lembro que uma das primeiras interdisciplinar do curso era: Desenvolvimento e Aprendizagem : Pensando na aprendizagem, onde havia diversos questionamentos sobre o assunto. O primeiro deles era: O que é aprendizagem?  Essa pergunta nos inquieta como professor diariamente, pois quando pensamos nele, nos avaliamos como agentes formadores, conteudistas, uma vez que temos um cronograma anual pré – estabelecido de acordo com o ano atuante, para seguir. Assim, penso que aprendizagem é a mudança do comportamento, por conhecimentos adquiridos por estímulos, por contatos físicos e até mesmo psicológicos. Acredito que a aprendizagem, vai além do planejamento e conhecimentos acadêmicos, pois lidamos com pessoas e também temos que aprender a conviver com o diferente.
E essa caminhada foi uma aprendizagem muito significativa, tivemos que quebrar paradigmas, conviver com quem não gostamos, ler e analisar diversos assuntos das quais desconhecemos ou até que não concordamos, mas isso são aprendizagens.
Enfim chegou a hora de colocar em prática todas as aprendizagens adquiridas no curso, fazer o pedido, aprimorar e reinventar nossas práticas pedagógicas são os primeiros quesitos para trilhar essa etapa.
            A prática pedagógica, consiste em algo que não pode ser definido, apenas concebido, mudando conforme os princípios em que estiver baseada a nossa ideia. Inspirada em Freire (1986), parto de uma concepção de prática pedagógica adjetivada pelo termo dialógica em que a construção do conhecimento é vista como um processo realizado por ambos os atores: professor e aluno, na direção de uma leitura crítica da realidade. Desde essa perspectiva, a prática pedagógica pode ser pensada assim como expressa Fernandes (1999 , p.159):

[...] prática intencional de ensino e aprendizagem não reduzida à questão didática ou às metodologias de estudar e de aprender, mas articulada à
educação como prática social e ao conhecimento como produção histórica e social, datada e situada, numa relação dialética entre prática- teoria, conteúdo- forma e perspectivas interdisciplinares.

 
 






Nesse sentido, conforme destaca Fernandes, a aula se constitui num espaço -tempo onde transitam diferentes histórias, formando uma teia de relações, em que conflitos, encontros e desencontros acontecem assim como possibilidades de construir a capacidade humana, mediada por relações dialógicas. Esse tipo de relação pedagógica não é assimétrica, no sentido de que ambos os lados: professor e aluno, ensinam e aprendem, construindo e reconstruido o conhecimento juntos. O professor aprende com o aluno, ao pesquisar sua realidade, seu desenvolvimento cognitivo e afetivo, enquanto o aluno aprende, por meio de um processo de reconstrução e criação de conhecimentos daquilo que o professor sabe, tem para compartilhar. E essa reconstrução é interessante , pois em nenhum momento o professor perde sua autoridade por aprender com os alunos, bem ao contrário estreita os laços de afinidade e cumplicidade entre professor e aluno.
E assim realizo o pedido formalmente a minha diretora Rita de Cássia para estagiar em minha turma de 4º ano, onde sou regente durante o turma da manhã na escola Coronel Francisco Pinto Bandeira. O pedido foi realizado com muita felicidade e aceito com a mesma receptividade pela equipe diretiva da escola.

 
 REFERÊNCIAS:

FERNANDES, Cleoni. À procura da senha da vida- de-senha a aula dialógica? In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro (Org.). Aula: gênese,
dimensões, princípios e práticas.Campinas: Papirus, 2008. p.145-165.

FREIRE, Paulo & SHOR, Ira .Medo e Ousadia: O Cotidiano do Professor. 10ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1986.



Gratidão é a palavra... Gratidão é reconhecer que a vida é um presente. Não sou perfeita e minha vida também não, mas por tudo que sou e...